segunda-feira, 15 de junho de 2009

Qual é a do Diabo?

PODE LÚCIFER ROUBAR SUA SALVAÇÃO?

Introdução

Como consideração preliminar sobre essa questão devo colocar que venho observando, não sem tristeza, que a busca de Deus nos dias atuais tem sido dirigida para um conceito de utilidade, ou seja, as pessoas buscam os benefícios que o culto ao Senhor poderá lhes trazer, sendo atraídas pela promoção do que fulano ou beltrano fazem, apresentando um “testemunho” do que recebeu, em prosperidade, cura, solução familiar, emprego etc.

Tal análise não se baseia em um pequeno histórico de observação, mas em cinqüenta anos participando de alguns dos mais extraordinários movimentos de evangelização, salvação de almas aos milhares e de sinais e maravilhas, realizados dentro da promessa de Jesus aos seus discípulos, quando os enviou na missão de pregar o evangelho.

Observo, ainda, que esse enfoque nos resultados leva as pessoas a buscarem o melhor da vidaterrena, não havendo em relação a isso muita diferença entre as práticas evangélicas, católicas, espiritualistas, além de tantas outras que surgem no dia a dia.

Mas será que as falsas filosofias e religiões têm a capacidade de obter, com um poder que seria humano ou diabólico, resultados semelhantes aos oferecidos por Deus? Temos de lembrar que muitas desses segmentos fazem menção a Jesus, ainda que de forma ‘light' , apresentando-o como Mestre ou um espírito iluminado. Então, dentro de uma aparência de bondade, poderiam esses fazer obras e sinais, de modo a oferecer cura, resposta a anseios, prosperidade?

Por outro lado, tais realizações, que se aproximam das “bênçãos” buscadas por nós em cultos, vigílias e outras práticas da igreja, têm alguma relação com a estratégia do diabo para tentar reduzir o número daqueles que estarão realmente prontos para subir com Cristo, razão maior de toda a nossa existência?

A análise da questão

Minha opinião a respeito dessa sistemática do inimigo, que tem um caráter claramente espiritual, seria tão válida, como a de qualquer outro, portanto, não vem ao caso. Porém a Palavra de Deus aborda tal questão de forma bastante clara em muitos locais, dos quais destacamos dois momentos.

O primeiro deles será encontrado na descrição da batalha travada entre Moisés e os magos do Egito, que o seguiram, passo a passo, nos sinais até que o poder de Deus se mostrou superior e eles ficaram para trás (Êxodo 7).

O segundo na posição de Jesus ao falar do grande dia do julgamento, em que muitos irão alegar ter feito sinais em seu nome, e mesmo distribuído a palavra do evangelho aos homens, contudo terão como resposta: “Não vos conheço” (Mat7: 14-23).

Ministrar nos moldes do orientado por Deus, ou em nome de Deus, não qualifica a vida de ninguém, pois são os frutos do espírito que fazem toda diferença, sendo o amor ao próximo seu ponto central, uma vez que aquele que não ama seu irmão não ama a Deus, que é, em essência amor (I Jo 4:20-21).

Lembre-se que a besta citada no Apocalipse, figura clara do inimigo que irá surgir no final dos tempos, fará grandes sinais e maravilhas com o anticristo, além de falar coisas grandiosas (Ap 13).

Esse tópico é muito rico e poderia ser desenvolvido de forma ampla, pois o diabo é bastante esperto para oferecer vantagens, que realmente pode dar. Exemplo disso é a passagem em que a Jesus a entrega de todos os reinos da terra, se o Filho de Deus o adorasse.

Registre, por enquanto, que os benefícios ou as alegrias obtidas pela anuência aos planos do diabo, embora interessantes ao extremo no início, têm um “preço” imenso a ser pago depois, tanto aqui na terra como na eternidade. Lembre-se de Judas, que conviveu com Jesus pelo mesmo espaço de tempo que os outros discípulos, mas, levado pela cobiça terrena, foi destruído.

E quanto aos salvos?

Paulo, em Efésios 6:11-12, nos trás uma informação bastante séria quanto ao procedimento do diabo a nosso respeito, esclarecendo que esse trava uma batalha em relação a qual devemos nos proteger:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”.

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, e contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.

Todavia, a importância dessa informação não resolve o aspecto particular de como nosso inimigo age, e quais são as suas principais estratégias.

Ao longo dos séculos, idéias religiosas, fábulas e até mesmo a imaginação humana levaram as pessoas a atribuir ao demônio a imagem grotesca de um dragão que ataca, e solta fogo pelas ventas, cujas características o tornam perfeitamente reconhecível por qualquer leigo, que procura dele se afastar o mais rápido possível, pois o vê como a antítese de Deus.

O exame da Palavra nos indica, porém, que o principal objetivo do diabo não é ser o oposto do Criador, mas sim promover uma competição buscando igualar-se Deus (Isaías 14:14). Isso nos adverte para que evitemos nos ater ao que vemos, pois o jogo do diabo se baseia na simulação, no disfarce, sendo sábio para nós ter cautela da “aparência do mal” e também da “aparência do bem”, por mais estranho que isso possa parecer.

Os ataques pessoais do diabo, tais como as perturbações malignas e mesmo as possessões, além de sinais e demonstrações mágicas de caráter físico, são uma realidade, com efeitos pirotécnicos que pessoalmente contemplei em várias ocasiões.

A ação do diabo em relação àqueles que já aceitaram a Jesus não pode, contudo, adquirir essa forma direta, pois o anjo do Senhor está acampado ao nosso redor, e de acordo com a promessa bíblica o diabo não pode nos tocar (I Jo 5:18), a menos que consintamos com isso. É nesse momento que entra a tática do engano, que busca atrair o salvo para falsas realidades espirituais, procedimentos “abençoados” , doutrinas do engano e outras coisas que parecem provir de Deus, mas têm outras fontes.

Quanto à maliciosa atuação do diabo, tal astúcia nos é revelada pela explanação de Jesus, que o classifica de “ladrão” (Jo 10:10), ou seja, aquele que buscando nosso prejuízo, ataca na surdina da noite, quando o dono da casa não está alerta para impedi-lo (Mt 24:43), uma vez que ele não tem capacidade de agir abertamente contra nós, que temos o poder de Jesus, imbatível diante de qualquer inimigo, realidade já anotada no trecho da carta de Paulo aos Efésios.

Pedro em suas primeira carta (5:8), fala a respeito de um “leão”, mostrando mais uma vez a tentativa do diabo em copiar a realidade divina, pois somente o “Leão de Judá” detém o poder, sendo o “rabudo” aquele felino velho e desdentado, mas que ainda assim tenta tragar, para sua sobrevivência, alguém que esteja fraco, doente ou descuidado da proteção divina.

Somos pó e o Senhor sabe muito bem disso, logo essa fragilidade não é resultado da condição natural do ser humano, mas sim da falta de discernimento do que Jesus fez por nós, conforme fala Paulo sobre o “fracos, doentes e os que dormem” (I Cor 11:28-30), por não entender o poder do sacrifício de Cristo, rememorado por nós a cada santa ceia que tomamos.

Notamos, portanto, que satanás tem sérias limitações na batalha espiritual, mas isso não representa razão para que fiquemos “deitados na rede” diante de suas artimanhas, considerando que como salvos estamos fora do alcance do inimigo, pois qualquer que seja o poder do fogo do diabo ele está centrado exatamente sobre nós, sendo seu alvo exclusivo.

A razão para isso é simples: não há ganhos para o diabo em trabalhar contra aqueles que estão no mundo e que, de uma forma ou outra, já o servem.

Observe que, se de um lado Lúcifer semeia joio entre o trigo para gerar confusão, por outro lado tenta roubar aquelas sementes que foram lançadas por Jesus na boa terra de nossos corações (Lc 8:12). Isso nos esclarece ainda mais sobre o trabalho do diabo, que não cria nada, mas procura se aproveitar do realizado por Deus.

Se até agora parece que esta história o coloca na mira de um inimigo invisível e totalmente desleal a qualquer principio, devo, de uma parte, acalmá-lo, uma vez que se “Deus é por nós quem será contra nós”, não havendo restrição para o cuidado divino e, por outro lado, quero incentivá-lo para que se mantenha guardado na Rocha, pois fora dela a chuva radioativa é intensa.

Um dos problemas, que nos leva ao descuido, é pensar que satanás somente vai estar naqueles lugares que evitamos freqüentar, do tipo, bares, boates, casas de jogos e festas mundanas.

Na realidade o inimigo que temos que combater não limita sua ação a lugares escusos, nem as organizações satanistas e aos terreiros de macumba.

Infelizmente nosso adversário se encontra bem mais perto, naqueles lugares comuns, que nos são tão familiares e ali, muitas e muitas vezes, manipula pessoas que conhecemos e que possuem toda aparência de “bonzinhos”.

Sobre esse aspecto é possível voltar ao episódio bíblico, em que Jesus repreendeu a Pedro, quando esse tentou, com palavras de incentivo e de aparente dedicação ao Mestre, desviá-lo da missão divina. Nesse momento o Filho de Deus não o chamou de amigo, nem de discípulo ou de atrevido ou de confuso, nem mesmo de tolo, mas empregou um termo que caracterizava bem a natureza da intervenção do discípulo que dizia amar Jesus mais do que todos, e ao fazê-lo: taxou-o diretamente desatanás” (Mt 16:23).

Além do generalizado desconhecimento que temos do adversário, além do risco de suas técnicas, sua ampla área de atuação e o perigo de sermos envolvidos por falsos “amigos”, enfrentamos ainda o risco de nos fragilizarmos espiritualmente, pela suposição de que “temos a força”.

Essa cilada que envolveu o juiz Sansão (Juizes 16:20) é expressa nos dias de hoje pela errônea “convicção de santidade” , de “poder espiritual”, e de “superior conhecimento das coisas divinas”.

Tal armadilha é especialmente perigosa, pois ela é sempre preparada nos terrenos sagrados de nossas convicções espirituais, podendo representar nosso ponto de maior fragilidade, uma vez que a principal técnica do inimigo consiste em se transformar em “anjo de luz” para tentar nos incentivar a agir com base na nossa própria“capacidade”, dizendo que seremos “abençoados” desobedecendo a Deus, da mesma forma em que agiu com Adão e Eva, lá no jardim do Éden (II Cor 11:14; Gênesis 3: 4-5).

Ao avaliarmos a advertência de Jesus: vigiai e orai para que não caiais em tentação” (Mateus 26:41), e aquela do apóstolo Paulo: quem está em pé olhe que não caia” (I Cor 10; 12), percebemos que ser salvo, ou justo, não é um “diploma de qualidade e perfeição” para ser colocado na parede a mostra de todos, mas simplesmente o certificado de que estarmos alistados no exército eterno, aquele que trabalha na conquista do Reino.

Deus espera muito mais de seus guerreiros, Deus deseja um culto racional, aquele do dia a dia, (Rm 12:1) e uma fidelidade que deve durar até a morte (Ap 2:10).

O Senhor não limita sua relação para conosco ao provimento das coisas cotidianas. Isso é função da padaria onde você compra o seu pão e leite. Ele quer estar ao seu lado na eternidade. Ser um guerreiro relapso pode resultar na perda do já foi adquirido, conforme nos mostra a leitura de Ezequiel 33:13:

“Quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele , confiado na sua justiça , praticar iniqüidade, não virão à memória todas as suas justiças, mas na iniqüidade que pratica ele morrerá”.

e o nosso Pai Celestial não admite que isso aconteça, recomendando ser melhor entrar na eternidade sem um olho ou um membro do corpo do que ficar fora dela (Mat 18:9).

Não é possível “relaxar” diante da batalha, como fizeram aqueles que se uniram a Gideão (Juizes 7).

O inimigo conhece nossos pontos fracos e é exatamente nesse “calcanhar de Aquiles” que ele concentra sua estratégia de ataque.

É muito cômodo para nós deixar que o pecado, o mundo, o desleixo e a preguiça espiritual tomem conta, enquanto alegamos que nossa falhas e derrotas são todas culpa da “tentações do diabo”.

Se a tentação jamais provém de Deus (Tiago 1:13), ela, por outro lado, não pode ser atribuída à ação direta do diabo, pois o que ele faz nada mais é que motivar nossos pontos fracos. A Bíblia assegura que o homem é tentado por sua própria concupiscência, através de três portas de entrada: a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida (Tiago 1:14; I Jo 2:16), sendo que essa última é, sem dúvida, a mais perigosa para os salvos.

É importante observar que se o homem, cuja passagem na terra é breve, tem acumulado conhecimento científico e tecnológico, geração após geração, saindo da pedra lascada para os computadores e as viagens espaciais, muito mais o diabo e sua equipe possuem conhecimento e técnicas acumuladas para tentar nos enganar.

Nessa guerra o tempo não está propriamente a nosso favor, pois sendo o diabo um anjo de luz, e, portanto, um espírito imortal em termos físicos, pode gastar séculos preparando armadilhas fantasticamente elaboradas contra nós, das quais somente escaparemos pelo poder de Deus e nunca por capacidade própria.

Pedro achava que era o “poderoso”, mas Deus permitiu que falhasse, negando a Jesus, para que ele aprendesse que era frágil (Lc 22:31-34 e 54-62).

Cair em tentação é algo do homem, mas o levantar é de Deus. Tais derrotas são profundamente desagradáveis e têm efeitos danosos, pois o que o homem semeia colhe (Gal 6 ;7) . Não se esqueça, porém, que se confessarmos nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar. Você pode fracassar, mas isso não deve tirar sua certeza de salvação em Cristo, de quem nada nos pode separar (Rm 8:39) .

Esteja guardado na Rocha Eterna.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Uma linda história

Eu tenho uma querida cunhada de nome Lila que sempre nos brinda (a mim e minha mulher) com e-mails super edificantes. O último que recebemos é simplesmente maravilhoso! Aí está, na íntegra, para abençoar todos os amigos do netgospel.com.br. É uma história verídica, narrada por JOHN POWELL, s.j., professor de Teologia da Fé, da Loyola University de Chicago, EUA.
“Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala, esperando meus alunos entrarem para nosso primeiro dia de aula do semestre. Foi aí que vi Tom, pela primeira vez.
Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente classifiquei Tom com um “E” de estranho... muito estranho!
Tommy acabou se revelando o “ateista de plantão” do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus–Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que, às vezes, ele era bastante incômodo. No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
- Não, eu não acredito! Respondi.
- Ah! - ele respondeu – Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto: ‘eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará um dia’.
Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida. Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E, antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver. Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! – falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.
- Você consegue conversar bem a esse respeito? – perguntei.
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?
- Acho que poderia ser pior. – respondeu.
- Como assim? – perguntei.
- Bem, - respondeu – Eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideiais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais ‘importantes’ da vida.
Lembrei-me da classificação que atribui a ele: ‘E’ de ‘estranho’; (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).
- Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo – disse Tom – foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula.
Ele se lembrava!... (pensei) - Tom continuou:
- Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu ‘Não’, o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, ‘mas Ele o encontrará’. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor malígno, comecei a pensar com mais seredade sobre a idéia de procurar Deus. E, quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar... ou não... eu desisti, simplesmente. Decidi que, de fato, não estava me importando... com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: ‘A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida, e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou’. Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele: ‘Papai’... eu disse. ‘Sim, o que é’? – ele perguntou, sem baixar o jornal. ‘Papai, eu gostaria de conversar com você’. ‘Então fale’... ‘É um assunto muito importante!’ O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. ‘O que é’? - ‘Papai, eu o amo muito... Só queria que você soubesse disso”. O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: ele chorou e me abraçou com força. Conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!... Foi uma emoção indescritivel! Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava. Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE. Ele não veio ao meu encontro quando Lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: - Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... três semanas... Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou... O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tommy – eu disse, bastante comovido - o que você está dizendo é muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazendo dEle um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim, se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O Apóstolo João disse isto: “Deus é amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele’.
- Tom, posso pedir-lhe um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oooh!... eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos.
- Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então, marcamos uma data.
Mas o dia chegou... e ele não pode vir.
Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi... Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios. Antes dele morrer, ainda conversamos uma vez.
- Não vou ter condições de falar com sua turma, - ele disse.
- Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder.
Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincera, obrigado por fazê-lo.
E a você, Tommy, onde quer que esteja, aí está: Eu falei com todo mundo... do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la...”
Para você que leu... RETRANSMITA!
“Não diga para Deus que você está com um grande problema. Diga para seu problema que você tem um grande Deus!”

Porque eu não dou dizimo?

Não dou porque entrego; o dízimo não é meu, é do Senhor. Entrego de volta com alegria, fé e gratidão pelos 90% que ele me Deus. Lembro-me da minha época de novo convertido. Como era difícil devolter estes míseros 10% ao Senhor. Ah, como eu pequei naqueles primeiros meses. Priorizei minha vida, priorizei minhas vontades. Quando conseguia entregar o dízimo do Senhor, me sentia um coitado, e ficava pensando no que poderia ter feito com aquele dinheiro.
Como qualquer infiel, eu criava diversas justificativas lógicas e teológicas para explicar que não deveria entregar o dízimo. Muitos até concordavam com meus argumentos; mas um dia descobri algo tremendo:
Dizimar faz bem. É maravilhoso dizimar. Quando recebo meu pagamento, ou recebo qualquer outro dinheiro mediante a serviços prestados ou oferta recebida, fico "ansioso" para chegar o momento de entregar nas mãos de Deus aquilo que é Dele.
Na verdade, enquanto aquele dinheiro está comigo, me sinto mal. Sei que você também se sentiria mal se alguém de extrema importância lhe confiasse guardar uma parcela de seus bens. Você ficaria preocupado e ansioso pela chegada deste alguém, para entregar-lhe devolta a sua propriedade.
Desde que me tornei dizimista fiel, nunca mais fui desamparado. Fiquei 1 ano desempregado, porém eu e minha esposa nunca ficamos sem comer, nos vestir; pagamos todas as nossas despesas diariamente, inclusive nosso aluguel (e algumas mordomias).
Do pouco que recebia com meus trabalhos "free-lancer", eu fazia questão de dizimar, e até ofertar.
Hoje sei, uma das melhores coisas que podemos fazer enquanto cristãos, é ser dizimistas fiéis. Somos fiéis a Deus, porque Ele é fiel a nós.
Nunca vi um justo desamparado, e nem a sua descendência mendigar o pão!

Testemunho Pastora Janethi T. de Menezes

Já fui curada de câncer, 2 vezes na minha vida, a medicina me trouxe este diagnóstico, mas eu rejeitei, eu orei, lutei, juntamente com nossos amigos, porquê eu sabia, que não era o meu tempo de morrer. Tive a Cristiane e o médico me proibiu de ter mais filhos e aí a última vez, que aconteceu, eu estava pra internar e tirar o útero, mas na hora de internar pra operar, o médico me olhou e disse não acreditar, que eu tivesse com a doença e que queria fazer outro ultra som, eu já tinha vários em minhas mãos. Mas este deu um resultado inesperado, não havia mais câncer e eu estava grávida. Dois dias antes, eu estava num culto, ninguém me conhecia e uma mulher me disse:-Ei você, Deus manda te dizer, que esta enfermidade era pra morte, mas ele hoje te dá o escape e o escape, foi a gravidez.
Mas não fica por aí, a palavra diz que o nosso adversário, anda ao derredor, bramando como um leão, procurando quem possa tragar... E durante os 6 meses de gravidez, ele tentou provocar o meu aborto, mas nós cercamos a gravidez, com oração. Aos 6 meses de gravidez, tive eclâmpsia e fiquei fechada num quarto escuro, com fortes dores de cabeça, vomitando e passando cada vez mais mal, até que o médico, chamou o meu marido e disse ter que fazer uma cirurgia rápida, pois não havia garantia de salvação, pra mãe e filha.
A família toda se reuniu, chorando muito e eu fui sem saber o que estava acontecendo para o bloco cirúrgico. Permitiram que o meu marido assistisse o parto, pois segundo eles, talvez eu não resistisse, ele entrou tão nervoso, que não percebeu que ao invés da bíblia, para me ler os salmos, pra me acalmar, ele levou o cantor cristão e o tempo todo, ficou com ele aberto de cabeça pra baixo sem notar, estava desesperado, arrazado...
Mas, nem homens, nem demônios, podem frustrar os planos de Deus pra nós. Eu saí do bloco cirúrgico, com minha filha e ela nem precisou ficar na estufa, louvores e honra sejam dados ao Senhor, enquanto eu viver.
A Poliane, cresceu, continuamos fazendo a obra, mas desde que me casei, pedia ao Senhor, um filho e um dia ele disse ao meu coração, que me daria um menino e o nome dele, seria Samuel (pedido a Deus) e eu agarrei a promessa e veio o meu pequeno Samuel.
Deus é fiel , mas temos um adversário, lembra Daniel?? Ele esperava algo de Deus, orou por 21 dias, depois o anjo veio e disse a ele, que desde o primeiro dia, que ele começou a orar, Deus mandou a resposta, mas o anjo teve que lutar, com o prínicipe pra chegar até Daniel, o que fortaleceu o anjo, foi que Daniel, não parou de orar, perseverou até o fim.
Samuel nasceu e com 30 dias, o levei ao posto para tomar a BCG (vacina), ele tomou, mas chegou em casa vomitando, com diarréia, e só dormindo. Passamos uma semana, por todos os hospitais de Belo Horizonte, os médicos constatavam ser uma pequena virose e voltávamos pra casa. Nisso chega um cunhado nosso dos EUA ,que é médico, quando viu o Samuel, ele já estava verdinho e muito magrinho, mas o adversário, estava cegando os médicos, ele nos fez tirar fotos com o menino, pensando que não o veríamos mais com vida.
Chegando no Hospital, ele foi levado direto ao CTI, entrou em coma e alí ficou por 8 dias. Estava perdendo o meu pequeno Samuel, fiquei com ele, apenas trinta dias e ele estava morrendo...
Numa noite a médica ligou, disse que ele estava morrendo, que era para nos prepararem, nós ouvimos a conversa pela extensão do telefone e eu e meu esposo, corremos para um local isolado, para orarmos. Alí naquele local, choramos, rolamos na terra, e clamávamos ao Senhor, não leve o nosso filho Senhor, tu nos deste, lembra?... voltamos pra casa, mas meu esposo não conseguiu ficar em casa.
A casa estava cheia de parentes e amigos, que já estavam se preparando para um velório, a morte já estava alí por perto, parecia o fim... Mas meu marido foi ao monte, chegando lá, ele orava sozinho e o Senhor falou ao teu coração:- Desce, que eu já te entreguei a benção!!!
Ele pensou que por causa do cansaço, estava ouvindo coisas, falou de novo ao coração dele e ele acabou indo embora.
Quando já havia descido quase todo o monte, passou por um grupo de evangélicos, que oravam e do meio deles, alguém gritou bem alto: -Desce que eu já te entreguei a benção. Era a confirmação do Senhor.
Chegou em casa, ela estava repleta de pessoas, todos agarrados ao telefone e ele disse: - Amor, vai cedo ao hospital, porque o Samuel foi curado, era 4:00 horas da manhã.
Quando cheguei ao hospital, as enfermeiras não entendiam nada, disseram que o Samuel, saiu do coma as 2:00 hs da manhã e chorou muito de fome, mamou 200grs, depois de 8 dias, desacordado e estava muito bem. DEUS E TREMENDO!!!! DEUS E FIEL!!!!!!!!!
Lembro-me, como se fosse hoje, uma enfermeira arrumava o berçário e disse, que o doente quando entra em fase terminal, ele costuma ter melhoras súbitas, mas são melhoras pra morte. Eu não recebi aquelas palavras, eu sabia que Deus o tinha curado.
Os médicos disseram que ele poderia ficar retardado, era pra observa-lo, até que fizesse um ano, pois estava com SEPTICEMIA, uma infecção generalizada e não tinha anticorpos, para resisti-la.
Meu filho, foi curado.
Enquanto eu estava no hospital, o Senhor deu uma visão ao meu marido: Disse a ele, que nunca mais seríamos os mesmos e que aonde fôssemos, levantaríamos intercessores.
Nós havíamos, prometido ao Senhor, que se nosso filho fosse curado, iríamos levantar um exército de intercessores, levaríamos a mensagem de avivamento, por onde quer que fôssemos.
Já faz 12 anos, que tudo aconteceu, já mudamos 27 vezes, aonde vamos anunciamos, que Jesus é real e ele pode mudar qualquer história.

Entende, porque não posso me calar?Você pode todas as coisas, naquele que te fortalece. Acredite, Deus pode mudar a sua história. Com amor do nosso Senhor Jesus Cristo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Gula, o que é isto?


Gula é o consumo excessivo de alimentos ou bebidas. O consumo descontrolado, ou seja fora de hora, ou em grande quantidade é prejudicial à saúde. Nas festas Romanas (Rm.13.13) a prática da gulodice era uma constante, pois eles eram um povo festivo e que freqüentavam mais de uma festa no mesmo dia. Caso não comesse daquela fartura oferecida pelo anfitrião, seria uma ofensa, por tanto ele ia à primeira festa, comia e bebia de tudo e ao chegar na segunda festa o mesmo provocava o vomito, introduzindo o dedo indicador na garganta para que pudesse comer nesta segunda festa tudo que lhe fosse oferecido.

Talvez pareça difícil acreditar que em pleno século XX exista alguém que pratique tal ato, mas acredite, a famosa atriz Jane Fonda diz que o maior prazer dela é sentir o paladar de uma boa comida ou bebida e com isto ela confessa ser praticante da Gula.

Em I Pe.4.3 - “Porque é bastante que no tempo passado tenhais cumprido a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscência, borrachices, glutonarias, bebedices...”

Hoje, sendo uma nova criatura, temos que educar nosso organísmo adaptando-se a um novo hábito alimentar, fazendo as refeições necessárias para manutenção do fisiológico. Quando consumimos carne, leva-se por todo processo digestivo desde a mastigação devendo-se faze-la 32 vezes, depois a saliva, e por fim o suco gástrico, o período é de 48 horas, sendo que as demais alimentações 24 horas. A carne do porco não é proibida comer, não é isto que diz a Bíblia, mais alerta que ela pode causar doenças irreparáveis, devido o porco

ser um animal que não transpira e por esta razão toda impureza fica impregnada em sua roupagem provocando as doenças de citisicose e tenea sóles, isto é um verme que vai comendo tudo por dentro. Para você ter uma idéia, até a carne de um cachorro é mais limpa que a do porco devido ao cachorro transpirar pela língua. (Lv.11.7, Dt. 14.8, Is.65.4; 66.17)

Mas voltando ao assunto sobre a gula, quando o alimento é demasiado, ocorre alterações orgânicas e desequilíbrio de composições químicas produzidas pelo nosso próprio corpo, levando o indivíduo a sofrer um Infarto do Miocárdio, Hipertensão, entre outras que pode levar ao óbito. Temos o exemplo prático onde nosso organísmo produz 70% de Lipídeos (gordura/colesterol) e 30% é ingerido através da alimentação, porém quando se consome um grande volume de frituras ou alimentos ricos em lipídeos, pode provocar o entupimento das artérias (vasos sangüíneos) levando a necrose (morte dos tecidos) ocasionando a trombose e consequentemente o infarto localizado.

Portanto seja zeloso com o corpo que Deus te deu e cuide bem dele pois és santuário de Deus, habitação de seu Espírito.